0342 - Never Tear Us Apart - Jet [2009]

À primeira vista, o nome INXS é impronunciável. Mas a banda australiana brinca com as siglas para dizer "in excess" (ou "em excesso", no bom e velho português). Formado em 1977, na cidade de Sydney, o grupo passou a chamar mesmo a atenção com o terceiro álbum, Shabooh Shoobah (1982), que o introduziu ao público norte-americano. Quatro anos depois, Kick levou os australianos de fato ao topo das paradas, com as dançantes e marcantes New Sensation e Devil Inside, além de baladas irresistíveis como Need You Tonight e Never Tear Us Apart.

Composta pelo tecladista Andrew Farriss e o então vocalista Michael Hutchence (1960-1997), Never Tear Us Apart tem um tom blueseiro que combina perfeitamente com a voz de Hutchence. A introdução totalmente oitentista confere um clima quase gótico, no estilo de algumas bandas britânicas da época (vide The Cure). Por isso, o videoclipe (rodado em Praga, na República Tcheca) indiscutivelmente reflete os excessos da "década perdida" - tal qual o nome desta boa banda.

   

Híbrido de AC/DC, The Who, Rolling Stones e outras grandes bandas de rock clássico, o Jet é aquele tipo de grupo para escutar enquanto aprecia uma boa cerveja. Com ótimas canções para sacudir a cabeça e sair dançando caminho afora, o quarteto australiano de Melbourne era formado pelos irmãos Chris (bateria) e Nic Cester (guitarra e vocal), Cameron Muncey (guitarra) e Mark Wilson (baixo). "Era" porque o grupo encerrou a carreira em 2012, depois de lançar apenas três álbuns. 

Tudo começou com o ótimo Get Born (2003), de onde saiu um mega hit Are You Gonna Be My Girl?. Três anos depois, lançaram o bom Shine On, fechando a discografia com o sensacional Shaka Rock (2009). E foi justamente para esse trabalho que a banda decidiu mostrar uma cover acústica dos conterrâneos do INXS: Never Tear Us Apart foi incluída como faixa bônus da versão de Shaka Rock do iTunes. Sem trazer os costumeiros riffs, a releitura do Jet conta com a exagerada - e boa - voz de Nic, em harmonia com o violão. Mas, digamos que o teclado dá o charme especial à canção, tal qual a original, porém deixando o rastro oitentista para trás e temperando com um estilo mais garageiro. O resultado é uma cover atraente e deliciosamente despretensiosa.

Anômima

3 comentários:

  1. Muito boa cover mesmo. Pq será não a colocamos como uma das melhores covers de 2009!? Vai saber

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  2. Talvez porque não a conhecíamos hahaha!

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  3. É...que coisa. Tem tanto cover bom que acabamos nos esquecendo...deixando uns de fora

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